terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Qual é sua parcela de culpa?

Vivemos numa cidade que possui diversas facções criminosas: Comando Vermelho (CV); Amigos dos Amigos (ADA); Terceiro Comando (TC); Terceiro Comando Puro (TCP); e os grupos paramilitares, autodenominados 'Milícias'.

Lembro-me que na década de 80 e no início da de 90 só se falava nos contraventores do jogo do bicho.

Atualmente, após o tráfico 'descer para o asfalto' e do crescimento e aparecimento de novos grupos paramilitares, a questão da criminalidade e violência urbana passou a ser encarada de uma maneira completamente diversa.

Quando o tráfico ficava nas favelas cariocas, nas regiões mais pobres, parecia que o problema mal existia.

As autoridades não sabiam e ainda não sabem como lidar com o novo modelo de crime organizado existente no Rio de Janeiro.

O tráfico obtém recursos principalmente advindos da venda de entorpecentes. Utiliza esses recursos para comprar armamentos e para a 'contratação' de novo pessoal. Ou seria pessoal novo? Tamanha a quantidade de adolescentes que se envolvem com o crime.

O armamento é variado e bastante pesado: pistolas; escopetas; metralhadoras; granadas; fuzis; bazuca; e artilharia antiaérea.

As 'milícias' ocupam o espaço que antes era ocupado quase que exclusivamente pelo tráfico, e suas fontes de renda são diversas: exploração de serviço de transporte complementar; monopólio do fornecimento de alguns produtos, como o gás de cozinha; venda de CD e DVD pirata; fornecimento de serviços de TV por assinatura através de centrais clandestinas; e a extorsão de moradores e comerciantes locais.

Todos os anos, milhares de pessoas perdem as vidas, vítimas da violência carioca, e nos assustamos com os números. Pois abrimos os jornais e lá estão, homens e mulheres, jovens ou não, mortos estupidamente. Efeito colateral de uma guerra instalada e declarada dentro de nossa cidade, em nossas ruas!

O Estado possui uma grande culpa em tudo isso. Por omissão de décadas e por uma política de combate à violência claramente ineficaz. Para não dizer quase conivente.

Mas o que eu e você temos a ver com isso?

Vejamos:

- Você consome tóxicos?
- Anda comprando muitos produtos pirateados como CD e DVD e acha isso a coisa mais normal do mundo porque todo mundo o faz?
- Você é agente público e já foi à uma favela buscar o 'arrego'?
- Quantas vezes já ligou para o Disque Denúncia, para falar sobre algum crime?
- Se esbalda assistindo o time do seu coração jogar em canais de TV por assinatura através da 'gatonet' e nunca esteve tão feliz?

Sim...somos todos culpados!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quando a fumaça apaga a chama da vida

Ele chegou avassalador e tomou as ruas do nosso Estado e da nossa cidade.

Pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj, revela que 100% dos menores de rua do Rio de Janeiro já consomem o crack.

Engana-se quem pensa que o consumo da droga é afeto somente aos meninos e meninas de rua. Já conquistou usuários nas classes econômicas mais elevadas, o que era inimaginável até pouco tempo.

A despeito do que ocorre há muitos anos em São Paulo, no Bairro do Catete, na Zona Sul do Rio, a 100 metros de uma delegacia, já existe localidade chamada de "cracolândia".

Até certo ponto a droga demorou a chegar em nossa cidade, visto que é problema em todo o Brasil.

O crack é a cocaína em pó misturada com outras substâncias, recebe essa denominação em virtude do estalo que faz quando aquecido durante o fumo.

Cinco a sete vezes mais potente do que a cocaína, o crack é também mais cruel e mortífero do que ela.

É comprovadamente a droga que mais rapidamente vicia. Uma vez que causa dependência quase que imediata.

O Coordenador do Grupo Transdisciplinar de Estudo e Tratamento de Alcoolismo e outras Dependências, da Uerj, Jairo Werner, responsável pela pesquisa, desenvolvida em 2005, afirma que apenas duas clínicas capazes de internar e tratar usuários de crack possuem convênio com o Estado. E conclui: "Não temos meios suficientes para atender a essas crianças. O tratamento é diferenciado, porque elas perdem concentração, cognição e, além de medicamentos, o ideal é ter uma clínica com espaço aberto, recreação, trabalho com artes para começar a recuperá-las e prender sua atenção. O trabalho deve ser desenvolvido em conjunto entre a Justiça, Educação, Saúde e Assistência Social".

Não é somente o usuário da droga que perde com seu uso, também sua família e toda a sociedade. Pois quando da "fissura", que é a compulsão pela droga, o viciado é capaz de roubar e cometer outros tipos de delitos. Não esquecendo-se do financiamento do tráfico de drogas, que cada vez mais se arma, causando o caos em nossa cidade.

É preciso que as pessoas atentem, denunciando o tráfico de drogas. E que o poder público se faça mais presente, porque simplesmente impedir que as pessoas consumam a droga em determinados locais nada significa, além da satisfação momentânea para os que não precisam mais assistir diariamente às cenas pela janela de seu apartamento.

Imperioso é o combate às drogas; o combate ao tráfico; a conscientização da população; educação antidrogas; e sobretudo, a implementação de um sistema eficiente de apoio aos dependentes, para que consigam se livrar do vício e...sobreviver.

Saiba mais sobre o crack e outras substências entorpecentes.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Um Rio que não resiste às águas

Bastam 10 ou 15 minutos de chuva para que as ruas da nossa cidade se transformem em verdadeiros rios.

No último final de semana, enquanto ainda chovia, pude verificar pelas ruas as pessoas tentando desobstruir bueiros para que o nível da água pudesse baixar.

Apesar de gostar de ver a população se mobilizando não pude deixar de ficar preocupado, pois estavam em contato com a água da chuva, que pode trazer outras complicações - doenças como a leptospirose.

Contra a força da natureza pouca coisa se pode fazer, contudo, devemos (população e Estado) nos prevenir, para que os problemas não tomem grandes proporções.

A população pode ajudar, não deixando que os bueiros fiquem obstruídos, permitindo assim, que a água possa escoar. Mas não é somente isso! Também não se pode jogar lixo nos rios e em seus afluentes.

Mas aí entra o Estado, que deve colocar à disposição da população serviço de coleta de lixo eficiente, evitando assim que a população dê ao lixo o destino mais fácil (o terreno abandonado ao lado ou rios).

Outra ação de suma importância é o monitoramento das encostas da cidade, para que se trabalhe na prevenção de deslizamentos, como o que ocorreu no túnel Rebouças em 2007. Muitas outros ocorrem por toda a cidade, com ou sem gravidade, mas pessoas perdem suas casas e há casos de mortes.

É sempre bom lembrar a população de como ela pode ajudar, então porque não veiculam comerciais educativos nos diversos meios de comunicação durante o ano a esse respeito e não somente após tragédias?

Outro problema que a chuva traz consigo é a falta de energia elétrica, geralmente causada por quedas de árvores ou descargas elétricas.

O telefone da Light para casos de falta de energia, postes caídos, fios partidos e outros problemas é: 0800 - 02 10 196.

De acordo com um levantamento feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o ano de 2008 teve o maior número de mortes causadas por raios na última década. Foram 75 mortes no total.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) alertou que o ano de 2009 será de forte incidência de raios no Rio de Janeiro. Só nestes primeiros dias do ano, segundo o Inpe, caíram 23.017 raios no Rio, 15 vezes mais do que no mesmo período do ano passado.

Dois desses raios atingiram dois jovens, que não suportaram a descarga e faleceram.

Portanto, proteja-se!

Saiba como se proteger dos raios:

- Evitar falar ao celular enquanto estiver recarregando;
- Nunca se proteger debaixo de árvores;
- Evitar a prática de esportes ao ar livre enquanto estiver chovendo;
- Se estiver em área de práticas esportivas aberta, o melhor é se abaixar com os pés juntos e com as mãos sobre a cabeça;
- Abrigar-se durante as tempestades dentro de construções como bares, lojas, shopping, supermercados ou galerias de lojas;
- Não se aproximar de cercas ou redes elétricas;
- Não permanecer em praia ou piscina em caso de chuva;
- Permanecer dentro das edificações - de preferência as que possuam proteção contra descargas atmosféricas;
- Os veículos fechados, trens metálicos fechados, ônibus, metrô, abrigos subterrâneos, túneis, cavernas são locais de proteção contra descargas atmosféricas; e
- O veículo em que se busque abrigo deve estar com o motor desligado e vidros fechados, preferencialmente.


* As precauções descritas aqui não excluem outras que visem a proteção das pessoas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O “sexo vítima”

A todo momento uma mulher é vítima da violência dentro de sua própria casa.

Em todo mundo, uma em cada três mulheres já foi espancada. E o Brasil lidera esse ranking, onde 23% de suas mulheres estão sujeitas à violência doméstica.

Pesquisa do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, realizada de 2003 a 2008, com 749 homens de 15 e 60 anos, no Rio de Janeiro comprovam esta triste realidade. Dos pesquisados, 25,4% afirmaram ter usado violência física e quase 40%, violência psicológica pelo menos uma vez contra sua parceira. No total, 51,4% já tinham cometido algum tipo de violência – física, psicológica ou sexual – contra sua companheira.

Segundo reportagem do Jornal Correio do Brasil de 16/01/2009, o número de denúncias, bem como de pedidos de informações e relatos de violência saltou de 204 mil para 269 mil entre 2007 e 2008, representando um aumento de 32%.

Em 70% dos casos de agressão, é o próprio companheiro que vitima a mulher.

Estudiosos apontam para a Lei Maria da Penha como a principal responsável para o aumento das notificações. O que demonstra a importância para a sociedade brasileira da entrada da lei no ordenamento jurídico brasileiro.

Apesar dos dados representarem maior conscientização das mulheres, para que deixem de ser vítimas do silêncio, a dura realidade é que a violência continua.

Não seja mais uma vítima do silêncio, denuncie!

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Instituições que atendem, gratuitamente, às mulheres que sofreram violência de gênero e/ou violência doméstica (violência psicológica, física e/ou sexual).

Pólo Avançado de Atendimento do Rio Mulher
Rua Benedito Hipólito, 125 - Praça Onze - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2503-4622 / 2222-0861
E-mail:rio_mulher@pcrj.rj.gov.br
Atendimento: das 9h às 17h

Casa-Abrigo Maria Haydée Pizarro Rojas
Tel: (21) 2503-4622 / 2222-0861
Atendimento: das 8h às 19h

UNIDADES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
Atendimento às Vítimas de Violência Sexual
A mulher deve procurar uma das unidades de saúde abaixo, num prazo máximo de 72 horas, a fim de prevenir-se quanto a doenças sexualmente transmissíveis (AIDS, Hepatite C e possível gravidez resultante de estupro).

Instituto Municipal da Mulher Fernando Magalhães
Rua General José Cristino, 87 - São Cristóvão / Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2580-8343 (ramal: 564) / 2580-1132

Hospital Maternidade Alexander Fleming
Rua Jorge Schmidt, 331 Marechal Hermes - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2450-2007 / 2450-2716 / 2450-2580 Fax: 3359-7401

Maternidade Leila Diniz
Estrada de Curicica, nº 2000, Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ.
Tel: (21) 2445-2264 - 2ª a 6ª feira - das 7h às 19h
Tel: (21) 2445-0279 - sábados, domingos e feriados - 24 horas

Hospital Maternidade Carmela Dutra
Rua Aquidabã, nº 1037 - Lins de Vasconcelos - Rio de Janeiro/RJ
Tels: (21) 2597-3552 / 2269-5446

Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth (antigo Hospital Maternidade Praça XV)
Praça XV de Novembro, nº 4 (fundos) - Praça XV Centro - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2224-3875 / 2221-6876 / 2507-6001

Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro
Rua Ministro Edgard Romero, 276 – Madureira – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 3390-0180 / 3350-9211

ATENDIMENTO JURÍDICO
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM´S)

DEAM Centro
Rua Visconde do Rio Branco, 12 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2252-4166 / 3399-3370

DEAM Campo Grande
Rua Maria Teresa, 8 - Campo Grande – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 3399-5710 / 3399-5715 / 3399-5716
Fax: (21) 3399-5719

DEAM Jacarepaguá
Rua Henriqueta, 197 - Tanque - Rio de Janeiro / RJ
Tel: (21) 3399-7580 / 3399-7583

SERVIÇOS DE DISQUE-DENÚNCIA
DDMulher - Disque Denúncia Anônima Mulher
Tel: (21) 2253-1177

Central de Atendimento à Mulher
LIGUE 180 – funciona 24 horas por dia, de segunda à domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e o atendimento é de âmbito nacional.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O mundo virtual e suas ameaças cada vez mais reais.

A Internet é algo fascinante. Podemos estar conversando com um familiar por um programa de mensagens instantâneas e ao mesmo tempo visitando o site de um museu localizado no outro lado do mundo. Essa facilidade de acesso à informação e ao conhecimento me encanta.

Contudo, por possibilitar esse acesso à informação de maneira simples e rápida, a rede mundial também pode representar riscos à sociedade.

Como é sabido, a popularização da internet em conjunto com o barateamento dos produtos de informática, proporcionam a um número cada vez maior de pessoas, inclusive crianças e adolescentes, o acesso a todo e qualquer tipo de informação.

Várias pesquisas são realizadas anualmente e em todas elas verifica-se o grande percentual de menores que já tiveram acesso à pornografia.

A psiquiatra Sharon Hirsch, da Universidade de Chicago, afirmou que a exposição à pornografia pela internet pode levar adolescentes à atividade sexual mais cedo, ou pode deixar estes adolescentes vulneráveis à ataques de predadores sexuais que visitam os mesmos sites.

Atualmente creio ser praticamente impossível saber a quantidade de sites de conteúdo pornográfico na rede, mas não é somente isso, há sites que disponibilizam links para download em sites de armazenamento. Filmes inteiros para baixar.

Os pais podem e devem, ao menos tentar gerenciar os acessos, bloqueando alguns domínios, evitando que mesmo por engano, seus filhos tenham acesso à pornografia.

Não se engane pai, ou mãe, um dos sites mais acessados também contém material impróprio (Orkut). Os sites de relacionamentos têm sido muito utilizados para propaganda de tal material, bem como de pessoas que expõem livremente fotografias, de todo tipo.

Portanto, olho aberto. Tenha muita atenção ao comportamento de seus filhos, pois podem estar sendo vítimas da rede, e principalmente das pessoas por trás dela.

Lembrem-se a Internet é uma ferramenta magnífica e sendo usada com inteligência poderá proporcionar inúmeros momentos de satisfação.


Denúncia no combate à pedofilia.

Programa para os pais controlarem o acesso à Internet e bloquear conteúdo impróprio.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meninas Mães

Fato comum na sociedade contemporânea é a gravidez na adolescência, pois os adolescentes estão iniciando a vida sexual muito cedo. Pulando uma importante fase da vida, amadurecem precocemente com as dificuldades que ora se impõem.

Diversos são os problemas decorrentes da gravidez precoce. São exemplos: a maior incidência de baixo peso, prematuridade e asfixia em bebês, em relação às faixas etárias de 20-30 e 30-39 anos e o considerável aumento no número de mães solteiras.

De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma em cada cinco mulheres que ficaram grávidas no país em 2007 tinha entre 15 e 19 anos. Sendo média nacional, podemos imaginar que há áreas em que esse índice é maior ou menor.

E como estão as adolescentes cariocas?
O Movimento Rio Como Vamos reuniu indicadores sobre o Rio de Janeiro e suas 33 Regiões Administrativas (RAs) e verifica-se que os casos de gravidez na adolescência são mais freqüentes nos bairros mais pobres da cidade, principalmente favelas. Tais como: Rocinha; Cidade de Deus; Complexo do Alemão; Maré; e Jacarezinho.

Nossas comunidades mais carentes têm como maior característica a falta de assistência por parte do Estado, e essa ausência se dá nas diversas modalidades de serviços públicos, tais como: segurança; saneamento básico; educação e saúde.

A gestação na adolescência é um grave problema de saúde pública, mas será que os governantes a vêem como tal? Curioso isso, pois de nada adianta verem, se na verdade todo o sistema de saúde pública carece de investimentos. Nossos hospitais estão abandonados e faltam profissionais.

Há uma gritante diferença em ver o problema, saber que ele existe e ter a iniciativa de enfrentá-lo e tentar resolvê-lo.

Como parte da solução do problema estudiosos afirmam que os pais devem ter maior diálogo com os filhos. Mas quais das palavras "carente"; "favela"; e "pobreza", eles não entenderam? A pobreza não se resume à falta de bens materiais, mas também de informação. O Estado abandonou essas pessoas. Como informar sem ter informação?

As vezes me assusto com a quantidade de "meninas" que vejo diariamente empurrando carrinhos de bebê nas ruas, principalmente quando já carregam outro filho.

O Estado que criou a CPMF, e arrecadava bilhões por ano, investiu menos de 1% dessa quantia na saúde e hoje necessita que ONGs façam seu trabalho, pois é melhor firmar convênios e simplesmente mandar dinheiro para essas instituições do que investir de verdade, comprometendo-se com as causas sociais.

Faz-se necessário que o Estado busque alternativas para a conscientização dos adolescentes, sobretudo da população mais necessitada.

serviços disponíveis para as gestantes adolescentes, contudo, o ideal é que se trabalhe no campo da prevenção, pois a não utilização de meios contraceptivos como o preservativo, ou como é mais comumente chamado: "camisinha", favorece também a contaminação por doenças infecto-contagiosas como a AIDS, e não se deve esperar que isso aconteça. É imperiosa a necessidade de se fazer mais e mais pela saúde pública!

Cito aqui algumas sugestões:
- Incursões de equipes de saúde com dia e horário marcado, com grande divulgação nas localidades a serem visitadas, através de rádios comunitárias e associações de moradores, para distribuição de panfletos vizando orientar a população acerca do tema;
- Palestras em escolas e distribuição de material educativo para adolescentes e pré-adolescentes; e
- Propagandas educativas nos canais de televisão aberta.

O futuro do Brasil agradece.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os Maias

Calma, não estou aqui para falar da minissérie que a rede Globo de televisão exibiu anos atrás, e sim para tratar de assunto que muito interessa aos cidadãos cariocas - eleitores e contribuintes.


Primeiramente um pouco de história. Espero que gostem.

César Maia foi prefeito de nossa cidade nos seguintes períodos: de 1993 à 1997 e de 2001 à 2009.

De 1997 à 2001 o prefeito do Rio foi Luiz Paulo Conde, que ocupou o cargo de secretário municipal de urbanismo na primeira gestão de César, sendo seu sucessor político.

O então prefeito Conde nomeou o filho de César – Rodrigo Maia, sendo então o mais jovem secretário de governo da história do município do Rio de Janeiro.

Em 1998 Rodrigo Maia elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro e está em seu 3º mandato, sendo o atual presidente do DEM.

Em 2001 o atual vereador Carlo Caiado que está em seu 2º mandato na Câmara Municipal foi subprefeito da Barra da Tijuca e administrador regional do Recreio dos Bandeirantes. Antes de ser indicado para o cargo por César Maia, foi assessor do então deputado estadual Eider Dantas, que de 2001 à 2008 (gestão de Maia) foi secretário de obras e serviços públicos do Rio de Janeiro.

O vereador Carlo Caiado foi o presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou os gastos da Cidade da Música. Ao término da CPI apresentou relatório inocentando a Prefeitura do Rio e atribuiu à imprensa a “confusão” em torno dos valores da obra.

Vale lembrar que a obra foi idealizada e realizada por César Maia, que contou com o auxílio do então secretário de obras, Eider Dantas.

Agora que sabemos um pouco de como se tem feito política na cidade do Rio de Janeiro... vejamos:

A vereadora Andréa Gouvêa Vieira – PSDB, apresentou denúncia onde afirma que o vereador Carlo Caiado nomeou para seu gabinete a ex-secretária de eventos, Ana Maria Maia, irmã do ex-prefeito. Ana Maria terá um cargo cuja remuneração é de R$ 8.200. E teria nomeado também o ex-chefe de gabinete da prefeitura, Carlos André Xavier Bonel Junior, sobrinho de Maia, que terá remuneração de R$ 7 mil.

Ainda segundo a vereadora, o vereador Eider Dantas ao montar seu gabinete teria contratado a ex-presidente da Fundação Planetário, Carmen Adela Ibarra Pizarro, cunhada do ex-prefeito. Assim como o sobrinho de Maia, Carmem terá um cargo com remuneração equivalente a R$ 7 mil.

O ex-prefeito negou na semana passada que a contratação de seus parentes por dois vereadores de seu partido – DEM, seja nepotismo.

E de fato legalmente não o é, pois não desobedece a Súmula Vinculante nº 13 do STF que dispõe: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.”

Não é difícil notar que tal contratação poderia ter ocorrido há muito tempo, mas seria caracterizada como nepotismo, logo o ex-prefeito e seus aliados fiéis aguardaram até o momento mais oportuno, quando não poderia ocorrer o nepotismo por falta de previsão legal.

A cada eleição observamos: pai elegendo filho; irmão elegendo irmão e irmãos elegendo filha e sobrinha. Sendo acertada a definição de Capitania Hereditária que a vereadora Andréa Gouvêa deu para o Rio de Janeiro.

Então pergunto: Até quando sustentaremos os Maias?

Aproveito então para anunciar a proposta do mais novo projeto de inclusão social e distribuição de renda: “ADOTE UM MAIA”.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Transporte Alternativo – Uma alternativa ou falta de opção?

O transporte alternativo ou complementar como aqui é chamado, a partir da década de 90 começou a fazer parte da vida do carioca.

Mas representa alternativa ou falta de opção? Quanto à sua definição, pode-se afirmar que é complementar, pois é de menor capacidade e alimenta os meios de transporte em massa. Já no campo de sua atuação a controvérsia continua.

Há localidades em que o sistema ônibus não funciona durante a madrugada, principalmente no subúrbio, onde o transporte alternativo não é opção, é necessidade!

Então o suburbano se submete muitas vezes a viajar em vans e kombis que circulam somente à noite em virtude de seu péssimo estado de conservação... superlotadas. Sem direito à seguro e se for idoso, sem direito á gratuidade, por diversos motivos.

E o que dizer do trabalhador que atua no transporte alternativo, que por sua falta de regulamentação e incentivo por parte do governo, fica nas mãos da criminalidade, agentes públicos corruptos e milicianos, pagando o “arrego” para que possa trabalhar?

Não restam dúvidas quanto à culpa do Estado por sua tamanha omissão e covardia de enfrentar o problema com seriedade. Foi dada a partida para a regularização das cooperativas, no entanto, o problema continua e a bola de neve só aumenta.

O Detro (Departamento de Transportes Rodoviários) por sua vez cumpre seu papel de fiscalizador, mas sua atuação repressiva ao transporte irregular parece que busca aniquilar a possibilidade de concorrência do transporte alternativo com as empresas de ônibus. Pois deve-se lembrar que o Detro é órgão subordinado à Fetranspor e à Rio-Ônibus, então pode-se imaginar quais interesses estão envolvidos.

O que dizer de um Estado onde as empresas de ônibus, com concessões vencidas a anos, criam linhas a seu bel-prazer, colocando em circulação ônibus tipo “tarifa”, cobrando passagens que custam quase R$ 10 para circular dentro do município do Rio? Isso é um absurdo! Limitando o acesso da população ao serviço de transporte público que lhe é de direito e por conseguinte cerciando o direito de ir e vir constitucionalmente garantido ao cidadão.

O que se espera dos governantes é uma política séria, que abarque a organização do transporte no Rio de Janeiro e que tratem do assunto com a urgência que se impõe.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Médico inicia campanha contra a dengue em Campo Grande

O médico Marcelo Tinoco tenta evitar que as cenas de 2008 se repitam. Foram 159 mortes na cidade do Rio de Janeiro e o número de casos da doença somente em Campo grande chegou a 13 mil no ano passado.

Juntamente com pessoas que se voluntariaram, o médico está divulgando material educacional para que a população participe do combate ao mosquito.

Todos podemos ajudar, começando pela nossa casa, não deixando que a água fique parada em pneus ou vasos de plantas e também denunciando possíveis focos da doença em terrenos abandonados através do Disque Denúncia Dengue: 0800 941 7700.

Parabéns ao Dr Marcelo Tinoco pela iniciativa!

Veja mais no site do RJTV.

Acesse o site do Rio Contra Dengue para maiores informações.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A proliferação dos centros sociais e sua utilização como ferramenta eleitoreira

Eles preenchem os espaços deixados pelo poder público e parece que chegaram para ficar.

Não é de hoje que os aspirantes a vereadores e políticos eleitos em busca da reeleição se utilizam dos centros sociais como ferramenta eleitoreira.

Alguns centros são praticamente indispensáveis à determinadas comunidades, tamanho o abandono por parte do poder público, entretanto, sua utilização para fins eleitoreiros é proibida.

O que de verdade acontece no Rio de Janeiro e em outras muitas cidades em todo o Brasil é que os políticos ao oferecerem programas assistencialistas objetivam somente o voto. Deixando de aprovar destinação de verbas públicas a serem utilizadas em escolas e postos de saúde, pois isso faria com que as pessoas não necessitassem dos serviços oferecidos em seus respectivos centros sociais.

Comum é a ameaça de paralização dos serviços em caso de negativa de eleição ou reeleição, vitimando a população, aproveitando-se da falta de informação dos populares.

A população é vitimada duas vezes, pelo abandono por parte da administração local e pelos mandos e desmandos dos “coronéis” locais.

Como afirmado em reportagem no site do Globo Online, esses vereadores ao invés de fiscalizar o Poder Executivo e legislar, transformam-se em “prefeitinhos” de suas comunidades. Muitos sendo objeto de investigação criminal para apurar envolvimento com o crime organizado e milícias.

Creio que deve haver um maior comprometimento dos órgãos fiscalizadores da Justiça Eleitoral para que se coiba tal prática, seja impedindo candidaturas ou até mesmo cassando mandatos.

Espero, contudo, que a população possa enxergar esses programas assistencialistas sob uma nova ótica.

Cidade da Música – Duas gestões e o mosquito

Idealizada e "inaugurada" no apagar das luzes pelo ex-prefeito César Maia, a Cidade da Música que orçada em 80 milhões de reais, já consumiu mais de 518 mesmo estando longe de estar pronta, como verificou-se na visita do secretário de obras na primeira semana do ano.

O prefeito Eduardo Paes durante sua campanha deixou clara sua insatisfação com tal projeto, uma vez que consumiu muito mais do que orçado e que seria uma obra desnecessária no momento. E logo que iniciou seu mandato ordenou que as obras fossem paralisadas para que seja aberta auditoria para analisar os gastos da obra, entretanto, afirma-se que tal paralisação em virtude disso, pode chegar a seis meses. Inclusive, a participação do tribunal de Contas do Município na auditoria seria de grande valia, para que as responsabilidades sejam apuradas e que não sirva como "arma" para a guerra pessoal do atual com o prefeito anterior.

A coerência e a lógica administrativa marcaram a decisão do atual prefeito, que recebeu uma obra com gastos astronômicos e que não pretende gastar mais sem ter conhecimento real dos fatos. No entanto, uma coisa é certa: a obra deve ser finalizada, uma vez que muito dinheiro público foi gasto, para que fique debaixo de chuva, deixando que a ferrugem e a umidade da chuva destruam tudo. Pois como afirmou o secretário de obras, estima-se que mais R$ 80 milhões devem ser gastos para a conclusão. Então que se gastem R$ 80 milhões para não perder R$ 518! Dos males o menor.

Em razão das chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias formaram-se grandes poças d'água em vários pontos da obra, água limpa e parada, sendo então possível foco para o aparecimento do mosquito transmissor da dengue. E como a obra está paralisada, algo deve ser feito em caráter de urgência para evitar que isso ocorra.

Espera-se que a auditoria seja feita e que termine o quanto antes, para que se inaugure de vez o "elefante branco" da Barra da Tijuca. Que assim seja, mas que a inaugure, pois apesar das diferenças políticas e pessoais do prefeito para com seu antecessor e mesmo que a população não veja a Cidade da Música como essencial, foi gasto muito dinheiro do povo e isso deve ser observado e respeitado pelos gestores atuais.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Operação Choque de Ordem

A Operação "Choque de Ordem" iniciada por determinação do prefeito recém empossado Eduardo Paes está dando o que falar.

As ações estão acontecendo em vários pontos da cidade, contando com ação conjunta das Polícias Militar e Civil juntamente com a Guarda Municipal.

Em pesquisa realizada pelo Jornal O Dia em seu site na Internet a população tem participado opinando em resposta às enquetes criadas pelos jornalistas. Em uma delas pergunta-se: "O que você acha do 'Choque de Ordem' colocado em prática pela nova prefeitura? Mais da metade respondeu que a ação é apenas "marketing que vai acontecer só no início do governo".

Particularmente acredito que esse resultado se deve não à observação por parte da população à maneira com a qual tal medida está sendo implementada, mas sim a seu descontentamento com o poder público e com a classe política, não faltando obviamente motivos para que o cidadão carioca pense dessa forma.

No mesmo site foi criado um fórum para que as pessoas sugiram quais partes da cidade necessitam de um "choque de ordem" e quando verifiquei há pouco o número de sugestões passava de 2.500, o que é uma coisa muito positiva, visto que a sociedade quando perguntada; quando acionada, participa à sua maneira, embora muito distante do que também se espera dela no que tange ao exercício da cidadania.

Como cidadão espero profundamente que essa "operação" não seja apenas algo passageiro. Entretanto, alguns aspectos dela me despertaram a atenção, como o acolhimento dos moradores de rua e seu respectivo encaminhamento aos abrigos da prefeitura. E que na minha opinião deverá ultrapassar o caráter estético chegando ao social, devolvendo a dignidade a essas pessoas, famílias inteiras que viviam e ainda vivem debaixo de marquises e viadutos onde quer que se olhe.

Continuarei comentando aqui sobre essa operação que ainda dará muito o que falar. Mas desde já quero que saibam que independentemente de alcançar ou não os objetivos traçados pela Secretaria de Ordem Pública, sua simples implementação já se faz diferente de tudo o que as Administrações anteriores tentaram e está despertando a sociedade para que desempenhe seu papel.