sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Cidade da Música – Duas gestões e o mosquito

Idealizada e "inaugurada" no apagar das luzes pelo ex-prefeito César Maia, a Cidade da Música que orçada em 80 milhões de reais, já consumiu mais de 518 mesmo estando longe de estar pronta, como verificou-se na visita do secretário de obras na primeira semana do ano.

O prefeito Eduardo Paes durante sua campanha deixou clara sua insatisfação com tal projeto, uma vez que consumiu muito mais do que orçado e que seria uma obra desnecessária no momento. E logo que iniciou seu mandato ordenou que as obras fossem paralisadas para que seja aberta auditoria para analisar os gastos da obra, entretanto, afirma-se que tal paralisação em virtude disso, pode chegar a seis meses. Inclusive, a participação do tribunal de Contas do Município na auditoria seria de grande valia, para que as responsabilidades sejam apuradas e que não sirva como "arma" para a guerra pessoal do atual com o prefeito anterior.

A coerência e a lógica administrativa marcaram a decisão do atual prefeito, que recebeu uma obra com gastos astronômicos e que não pretende gastar mais sem ter conhecimento real dos fatos. No entanto, uma coisa é certa: a obra deve ser finalizada, uma vez que muito dinheiro público foi gasto, para que fique debaixo de chuva, deixando que a ferrugem e a umidade da chuva destruam tudo. Pois como afirmou o secretário de obras, estima-se que mais R$ 80 milhões devem ser gastos para a conclusão. Então que se gastem R$ 80 milhões para não perder R$ 518! Dos males o menor.

Em razão das chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias formaram-se grandes poças d'água em vários pontos da obra, água limpa e parada, sendo então possível foco para o aparecimento do mosquito transmissor da dengue. E como a obra está paralisada, algo deve ser feito em caráter de urgência para evitar que isso ocorra.

Espera-se que a auditoria seja feita e que termine o quanto antes, para que se inaugure de vez o "elefante branco" da Barra da Tijuca. Que assim seja, mas que a inaugure, pois apesar das diferenças políticas e pessoais do prefeito para com seu antecessor e mesmo que a população não veja a Cidade da Música como essencial, foi gasto muito dinheiro do povo e isso deve ser observado e respeitado pelos gestores atuais.

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