terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O “sexo vítima”

A todo momento uma mulher é vítima da violência dentro de sua própria casa.

Em todo mundo, uma em cada três mulheres já foi espancada. E o Brasil lidera esse ranking, onde 23% de suas mulheres estão sujeitas à violência doméstica.

Pesquisa do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, realizada de 2003 a 2008, com 749 homens de 15 e 60 anos, no Rio de Janeiro comprovam esta triste realidade. Dos pesquisados, 25,4% afirmaram ter usado violência física e quase 40%, violência psicológica pelo menos uma vez contra sua parceira. No total, 51,4% já tinham cometido algum tipo de violência – física, psicológica ou sexual – contra sua companheira.

Segundo reportagem do Jornal Correio do Brasil de 16/01/2009, o número de denúncias, bem como de pedidos de informações e relatos de violência saltou de 204 mil para 269 mil entre 2007 e 2008, representando um aumento de 32%.

Em 70% dos casos de agressão, é o próprio companheiro que vitima a mulher.

Estudiosos apontam para a Lei Maria da Penha como a principal responsável para o aumento das notificações. O que demonstra a importância para a sociedade brasileira da entrada da lei no ordenamento jurídico brasileiro.

Apesar dos dados representarem maior conscientização das mulheres, para que deixem de ser vítimas do silêncio, a dura realidade é que a violência continua.

Não seja mais uma vítima do silêncio, denuncie!

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Instituições que atendem, gratuitamente, às mulheres que sofreram violência de gênero e/ou violência doméstica (violência psicológica, física e/ou sexual).

Pólo Avançado de Atendimento do Rio Mulher
Rua Benedito Hipólito, 125 - Praça Onze - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2503-4622 / 2222-0861
E-mail:rio_mulher@pcrj.rj.gov.br
Atendimento: das 9h às 17h

Casa-Abrigo Maria Haydée Pizarro Rojas
Tel: (21) 2503-4622 / 2222-0861
Atendimento: das 8h às 19h

UNIDADES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
Atendimento às Vítimas de Violência Sexual
A mulher deve procurar uma das unidades de saúde abaixo, num prazo máximo de 72 horas, a fim de prevenir-se quanto a doenças sexualmente transmissíveis (AIDS, Hepatite C e possível gravidez resultante de estupro).

Instituto Municipal da Mulher Fernando Magalhães
Rua General José Cristino, 87 - São Cristóvão / Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2580-8343 (ramal: 564) / 2580-1132

Hospital Maternidade Alexander Fleming
Rua Jorge Schmidt, 331 Marechal Hermes - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2450-2007 / 2450-2716 / 2450-2580 Fax: 3359-7401

Maternidade Leila Diniz
Estrada de Curicica, nº 2000, Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ.
Tel: (21) 2445-2264 - 2ª a 6ª feira - das 7h às 19h
Tel: (21) 2445-0279 - sábados, domingos e feriados - 24 horas

Hospital Maternidade Carmela Dutra
Rua Aquidabã, nº 1037 - Lins de Vasconcelos - Rio de Janeiro/RJ
Tels: (21) 2597-3552 / 2269-5446

Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth (antigo Hospital Maternidade Praça XV)
Praça XV de Novembro, nº 4 (fundos) - Praça XV Centro - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2224-3875 / 2221-6876 / 2507-6001

Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro
Rua Ministro Edgard Romero, 276 – Madureira – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 3390-0180 / 3350-9211

ATENDIMENTO JURÍDICO
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM´S)

DEAM Centro
Rua Visconde do Rio Branco, 12 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2252-4166 / 3399-3370

DEAM Campo Grande
Rua Maria Teresa, 8 - Campo Grande – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 3399-5710 / 3399-5715 / 3399-5716
Fax: (21) 3399-5719

DEAM Jacarepaguá
Rua Henriqueta, 197 - Tanque - Rio de Janeiro / RJ
Tel: (21) 3399-7580 / 3399-7583

SERVIÇOS DE DISQUE-DENÚNCIA
DDMulher - Disque Denúncia Anônima Mulher
Tel: (21) 2253-1177

Central de Atendimento à Mulher
LIGUE 180 – funciona 24 horas por dia, de segunda à domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e o atendimento é de âmbito nacional.

Um comentário:

  1. Falar sobre violência já é difícil, colocando mais uma atenuante, a do Gênero, se torna um assunto muito delicado a ser pautado. Não dá para pensarmos em violência contra mulher de uma forma padronizada e generalizada, cada caso é um caso, a própria Senhora Maria da Penha precisou sofrer violência, tanto física quanto psicológica, por quase três décadas e ainda ter sequelas permanentes por isso, para que se tomasse uma iniciativa. Além de ser um problema de ordem Legal, antes de tudo, é um problema de ordem cultural, e, sobre isso, não vejo ninguém tomar iniciativa, o que vejo são pais e mães remodelando atitudes machistas.
    Adorei seu BLOG!!
    Precisamos discutir assuntos que valiam a pena serem discutidos !!
    Rafaelle - meu correio : rafaelle@limao.com.br

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