domingo, 1 de fevereiro de 2009

Política de morte

O descaso com a saúde do brasileiro nunca foi tão evidente.

De norte a sul do país, nossos hospitais apresentam os mesmos sintomas: falta de equipamentos médicos; de medicamentos e outros materiais; de profissionais da saúde; de mínimas condições de limpeza nas instalações; de leitos...

Não será necessário fazer qualquer exame complementar, pois já sabemos qual será o resultado: A MORTE!

Mais de 130 pessoas morreram na fila de espera no Rio de Janeiro somente no primeiro mês do ano. E o cenário no restante do país não é diferente.

Para onde foram os bilhões de reais arrecadados com a CPMF?

Por que gastar R$ 500.000.000,00 na Cidade da Música, quando os hospitais municipais estão caindo aos pedaços? Os postos de saúde não possuem a menor capacidade de prestar um atendimento satisfatório.

Porque não aproveitar as instalações dos postos de saúde e seu pessoal? Estão presentes em muitos bairros, e através de investimentos, neles poderiam ser criados serviços para atendimento de emergências.

Mas não, esqueça o passado, o projeto novo será sempre melhor! Vamos inaugurar Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em cada canto da cidade e tudo estará resolvido!

UPA não é hospital. É mais um paliativo e com propósito eleitoreiro.

Não haverá investimento na saúde, afinal, a CPMF acabou e a crise da economia mundial está aí...

Enquanto nossos governantes estiverem lutando por interesses particulares, sendo consumidos por suas vaidades, as pessoas continuarão morrendo na fila. Fila até para morrer!

Nesse momento, existem milhares de pessoas por todo o Brasil, aguardando um leito; indo de hospital em hospital, atrás de um médico... E morrerão, vítimas da política da saúde brasileira.

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