segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quando a fumaça apaga a chama da vida

Ele chegou avassalador e tomou as ruas do nosso Estado e da nossa cidade.

Pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj, revela que 100% dos menores de rua do Rio de Janeiro já consomem o crack.

Engana-se quem pensa que o consumo da droga é afeto somente aos meninos e meninas de rua. Já conquistou usuários nas classes econômicas mais elevadas, o que era inimaginável até pouco tempo.

A despeito do que ocorre há muitos anos em São Paulo, no Bairro do Catete, na Zona Sul do Rio, a 100 metros de uma delegacia, já existe localidade chamada de "cracolândia".

Até certo ponto a droga demorou a chegar em nossa cidade, visto que é problema em todo o Brasil.

O crack é a cocaína em pó misturada com outras substâncias, recebe essa denominação em virtude do estalo que faz quando aquecido durante o fumo.

Cinco a sete vezes mais potente do que a cocaína, o crack é também mais cruel e mortífero do que ela.

É comprovadamente a droga que mais rapidamente vicia. Uma vez que causa dependência quase que imediata.

O Coordenador do Grupo Transdisciplinar de Estudo e Tratamento de Alcoolismo e outras Dependências, da Uerj, Jairo Werner, responsável pela pesquisa, desenvolvida em 2005, afirma que apenas duas clínicas capazes de internar e tratar usuários de crack possuem convênio com o Estado. E conclui: "Não temos meios suficientes para atender a essas crianças. O tratamento é diferenciado, porque elas perdem concentração, cognição e, além de medicamentos, o ideal é ter uma clínica com espaço aberto, recreação, trabalho com artes para começar a recuperá-las e prender sua atenção. O trabalho deve ser desenvolvido em conjunto entre a Justiça, Educação, Saúde e Assistência Social".

Não é somente o usuário da droga que perde com seu uso, também sua família e toda a sociedade. Pois quando da "fissura", que é a compulsão pela droga, o viciado é capaz de roubar e cometer outros tipos de delitos. Não esquecendo-se do financiamento do tráfico de drogas, que cada vez mais se arma, causando o caos em nossa cidade.

É preciso que as pessoas atentem, denunciando o tráfico de drogas. E que o poder público se faça mais presente, porque simplesmente impedir que as pessoas consumam a droga em determinados locais nada significa, além da satisfação momentânea para os que não precisam mais assistir diariamente às cenas pela janela de seu apartamento.

Imperioso é o combate às drogas; o combate ao tráfico; a conscientização da população; educação antidrogas; e sobretudo, a implementação de um sistema eficiente de apoio aos dependentes, para que consigam se livrar do vício e...sobreviver.

Saiba mais sobre o crack e outras substências entorpecentes.

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