terça-feira, 14 de junho de 2011

A utopia da descriminalização do consumo da maconha como meio de melhorar a política antidrogas

Fiquei surpreso e decepcionado pela adesão do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso no movimento pela descriminalização do uso da maconha.

Não que acredite que ele deveria ter atitude diferente, até porque ele confessou ter experimentado quando mais jovem, o que necessariamente não quer dizer que o uso ficou no passado. Mas isso não vem ao caso.
Decepcionante pois governou nosso país e infelizmente suas palavras ainda tem algum peso.

Não que eu considere criminoso quem faz uso, muito pelo contrário, entendo que o faz porque na quase totalidade das vezes é acometido de doença. O que também considera a AMS - Agência Mundia de Saúde.

Mas a simples afirmação de alguns ex-governantes e outras personalidades de que falharam em sua política de combate às drogas não deve ser entendida que o combate não é o melhor caminho.

Na verdade o que se vê é que a incompetência não deve ensejar a desistência numa luta, mas a substituição de quem o tentou e/ou aperfeiçoamento da maneira com a qual a situação é enfrentada.

Isto posto, assumir que a incapacidade em combater a entrada de armas no Brasil necessariamente ensejaria a liberação da compra irrestrita de armas???

Creio que esse não seja o caminho.

O Brasil, como muitos países, não possui estrutura para tratamento desses usuários e que, independente de descriminalização ou não, já deveria ter, no entanto, o próprio Estado criminaliza e condena essas pessoas a continuarem sem tratamento, passíveis de entrarem nesse mundo e dele não mais saírem.

Algum de vocês tem exemplo disso na família? Quem possui sabe bem o que estou falando. Quando a maconha já não é mais suficiente e quando os móveis ou eletrodomésticos nada mais forem do que meio de obter drogas...

Mas o problema das drogas se resume à maconha? Obviamente não!

Inúmeras são as substâncias tóxicas que são consumidas e já velhas conhecidas, como heroína, cocaína, crack... E para essas também haverá esse tratamento governamental diferenciado?

O que está se buscando me parece ser uma concorrência da "venda legalizada de drogas", o que em nada mudará para melhor a realidade da sociedade brasileira.

A diferença se dará no sentido de enxergar com olhos mais compreensivos os maiores financiadores do narcotráfico no Brasil.

O modelo de tráfico brasileiro é peculiar, uma vez que a venda de drogas é meio para o domínio territorial ou seria o oposto? Isso não é determinante, mas é notório que juntamente com as drogas, entra no Brasil grande quantidade de armas, inclusive sendo alugadas para outras práticas delituosas, como roubo.

Inequívoco que junto com a "marola" vem a violência. E esses nobres senhores acreditam que o problema das drogas se resolverá com a descriminalização do consumo da maconha?

Tire suas próprias conclusões.

3 comentários:

  1. Nao e o que aconteceu na California e outros estados americanos que o fizeram, ou mesmo outros paises como a Holanda, Inglaterra, Espanha e Franca onde sao tolerados

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  2. Quem não conhece fala da maconha como se fosse uma droga sintetica, não sei quanto a dependencia mas a cervejinha o vinhosinho a cachacinha o wiskisinho não são causadores de dependencia? não são responsáves por inumeros casos de violencia e morte? o grande problema da cannabis é que quem usa financia bandidos coisa que não aconteceria se fosse liberada, nós não iriamos ver farmaceuticos com fuzis nas farmacias.

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  3. Quem não conhece usa como argumentos velhas prerrogativas, a cervejinha, a cachacinha, o vinhosinho, o wiskisinho não são responsáves por inumeros casos de violencia e morte? o problema da cannabis é que quem usa financia traficantes, imagino que após a liberação da erva virá escrito na embalagem "use com moderação" e não veremos farmaceuticos portando fuzis, Legalize Já.

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